sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Amamentação

Uma curiosidade, no blog de peito aberto:
 
 
Cálculo para saber qual a quantidade de leite que um bebê toma em um dia, aproximadamente:
multiplicar o peso em quilos por 125 ml de leite e o total dividir pela quantidade de mamadas - um bebê em livre demanda mama entre 9 a 11 vezes por dia. Um bebê de 5 quilos, por exemplo: 5 x 125 = 625 ml, igual
a 60/65 ml de leite por mamada - parece pouco? Acredite, é o suficiente! 
 
 
E mais algumas dicas:
 
É comum, nos períodos que chamamos de saltos de desenvolvimento, que os bebês mamem mais e com mais frequência por alguns dias, para estimular o corpo da mãe a produzir o leite que necessitam. Interferir nessa dinâmica pode gerar um descompasso entre a produção de leite materno e a real necessidade do bebê. Porém aos três meses, aproximadamente, é comum que o corpo da mãe não produza mais tanto leite quanto quando o bebê era recém-nascido (sensação de mamas cheias), o que não quer dizer que o leite
secou, mas apenas que o corpo se adaptou a produzir apenas a quantidade de leite necessária. Não esquecer que não há desperdício na natureza, e que 80% do volume de leite que um bebê ingere é produzido durante a mamada, ou seja, quando ele suga. E é também importante que o bebê esvazie o peito, pois assim estará ingerindo também o leite posterior, mais rico em gorduras que saciam o bebê por mais tempo, e que é produzido apenas nos últimos minutos da mamada.
 
A média de gordura em qualquer mamada depende de quatro fatores:
1. Intervalo da mamada anterior (quanto maior o intevalo, menor a quantidade de gordura);
2. Concentração de gordura no final da mamada anterior;
3. Quantidade de leite ingerido na última mamada;
4. Quantidade de leite ingerido nesta mamada.
 
Os fatores que controlam a composição do leite ainda estão sendo estudados e ainda não se sabe muita coisa. Por exemplo, sabe-se que um dos seios geralmente produz mais leite, com maior concentração de proteínas que o outro. Talvez seja só coincidência ou talvez seu filho decida isso, dando preferência a um seio em relação ao outro, escolhendo uma refeição com mais ou com menos calorias.
 
Uma vez que o seio não fala (nem pode entender o bebê), o bebê faz seu pedido de 3 formas:
1. Pelo tanto de leite que ele toma a cada mamada (mamando por um longo ou curto tempo e com mais ou menos intensidade) ;
2. Pelo intervalo entre uma mamada e outra;
3. Mamando um ou os dois seios.
 
Se o bebê não tem a chance de modificar a freqüência ou duração das mamadas e ele não tem a oportunidade de decidir se quer mamar de um lado ou dos dois, ele fica perdido. Ele não consegue tomar a quantidade de leite de que precisa, mas acaba tomando o que lhe é oferecido. Se a sua dieta está muito longe das necessidades reais do bebê, ele terá problemas em ganhar apropriadamente ou passará o dia faminto e irritado. É por isso que amamentação em horários pré-estabelecidos raramente funciona e quanto mais rígido for o esquema, mais catastrófico é o resultado. Os bebês precisam mamar irregularmente, somente assim eles têm uma dieta balanceada.
Desde o primeiro dia, embora pareça que ela está tomando somente leite, a criança está escolhendo sua dieta a partir de uma gama de opções e ela sempre escolhe sabiamente, tanto na qualidade, quanto na quantidade.

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